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Balneários

Confira aqui as condições de Balneabilidade.


Para consultar os dados históricos das condições de balneabilidade, a partir de 2001, clique aqui.

O Projeto

Os turistas e moradores dos balneários gaúchos, no período do verão (de novembro a fevereiro), podem utilizar com segurança tanto os balneários marinhos quanto os de águas doces, tendo em vista as atividades do Projeto Balneabilidade. Tal projeto é realizado pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler - FEPAM, tendo como base legal a Resolução nº 274 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e tem por objetivo monitorar durante o verão a qualidade das águas dos balneários do nosso Estado e informar à população sobre a situação da qualidade das águas visando condições favoráveis para o banho.

Nesse verão (2015-2016) são monitorados 83 pontos no Estado, em 43 municípios. Sendo 33 pontos de monitoramento no Litoral Norte, 19 no Litoral Médio, 5 no Litoral Sul, 14 na Região Hidrográfica do Guaíba e 12 na Região Hidrográfica do Uruguai. Nesta temporada a primeira divulgação será no dia 18 de dezembro de 2015 e a última no dia 4 de março de 2016.

As coletas para o verão 2015/2016 estão sendo realizadas por laboratórios da Corsan, enquanto que a FEPAM analisa e faz a divulgação dos resultados. Os parâmetros utilizados para classificação da balneabilidade é a presença da bactéria Escherichia Coli, que é parâmetro indicativo de contaminação fecal. A Escherichia Coli pertencente ao grupo coliformes termotolerantes é caracterizada por ter origem exclusivamente fecal, estando presente, em densidades elevadas nas fezes de seres humanos.

Em alguns pontos é realizada a análise de cianobactérias, tal avaliação tem por objetivo verificar a ocorrência de proliferação ou excesso de cianobactérias (isto é, floração) em pontos considerados críticos de balneabilidade, que tenham relato de floração ou alto índice de contaminação por coliformes termotolerantes. As cianobactérias são organismos potencialmente produtores de toxinas - hepatotoxinas, neurotoxinas e dermatotoxinas, que podem levar a intoxicações agudas ou crônicas.

Os critérios de balneabilidade em águas brasileiras consideram duas categorias para águas doces, salobras e salinas: Próprias ou Impróprias para banho.

PRÓPRIAS: Quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras coletadas nas últimas 5 semanas anteriores, no mesmo local, houver, no máximo 1.000 Coliformes Termotolerantes ou 800 Escherichia coli por 100 mililitros.

IMPRÓPRIAS: Quando em mais de 20% de um conjunto de amostras coletadas nas últimas 5 semanas anteriores, no mesmo local, os resultados das análises forem superiores a 1.000 Coliformes Termotolerantes ou 800 Escherichia coli por 100 mililitros, ou quando o valor obtido na última amostragem for superior a 2500  Coliformes Termotolerantes ou 2000 Escherichia coli por 100 mililitros.

Além disso, as águas também serão consideradas impróprias quando no trecho avaliado, for verificada uma das seguintes ocorrências:

  • não atendimento aos critérios estabelecidos para as águas próprias;
  • incidência elevada ou anormal, na Região, de enfermidades transmissíveis por via hídrica, indicada pelas autoridades sanitárias;
  • presença de resíduos ou despejos, sólidos ou líquidos, inclusive esgotos sanitários, óleos, graxas e outras substâncias, capazes de oferecer riscos à saúde ou tornar desagradável a recreação;
  • pH < 6,0 ou pH > 9,0 (águas doces), à exceção das condições naturais;
  • floração de algas ou outros organismos, até que se comprove que não oferecem riscos à saúde humana;
  • outros fatores que contra-indiquem, temporária ou permanentemente, o uso para banho.

Todos os balneários avaliados pelo Projeto recebem placas indicativas das condições de balneabilidade (PRÓPRIA ou IMPRÓPRIA), em frente aos pontos onde são coletadas amostras de água para análises laboratoriais, que são atualizadas semanalmente

Os resultados das campanhas semanais do Projeto Balneabilidade são divulgados às sextas-feiras através do site da FEPAM e em jornais de grande circulação no Estado.


Evite tomar banho em época chuvosa. Geralmente, quando ocorrem fortes chuvas, a tendência é de carregamento de efluentes/resíduos para os cursos d'água, o que pode ocasionar picos de contaminação nos rios. Assim sendo, evite tomar banho nos períodos de cheia do rio, quando o leito está fora do seu curso normal.

RECOMENDAÇÕES PARA SEU VERÃO

  • Observe se a condição da água é própria para o banho no local onde você está. Não coloque sua saúde em risco. A FEPAM monitora 83 pontos em balneários de mar e água doce do Estado. Acompanhe os pontos próprios pela imprensa ou no site da FEPAM.
  • O litoral gaúcho tem 620 km de extensão, e é um dos maiores do mundo. Nele convivem ambientes distintos e únicos, como extensa faixa de praia e um rosário de lagoas costeiras interligadas.
  • Todo o lixo que você produzir na beira da praia não deve ser deixado na areia. Garrafas, canudos plásticos e resíduos orgânicos devem ser colocados na lixeira mais próxima. E procure não misturar o lixo seco do orgânico.
  • Não leve seu cachorro para a beira da praia. Não é bom para ele nem para os veranistas. Os cães contaminam a areia da praia e a água do mar com vários tipos de doenças, entre elas o bicho geográfico.E ele também está sujeito a contrair doenças com a exposição prolongada ao sol.
  • Lembre-se: a remoção de dunas é crime ambiental. Ajude a preservá-las.
  • Não ande de moto ou carro sobre as dunas ou cômoros. São locais de proteção natural contra as ressacas do mar e habitats de espécies ameaçadas de extinção como o tuco-tuco.
  • Não desperdice água. A escassez de água potável já é uma realidade em várias partes do mundo.
  • A compra e venda de animais silvestres é crime.

 

PERGUNTAS FREQUENTES

1- Quando um local é considerado impróprio para banho?
Quando é evidente a contaminação por esgotos e quando, no mínimo, duas análises das águas, de uma série de cinco amostras, assim o indicarem.

2- Quando um local é considerado próprio para banho?
Quando as análises das águas não apresentarem contaminação de esgotos em, no mínimo, quatro de cinco amostras realizadas.

3- A quantos metros da placa indicativa podem ser garantidas as condições de banho?
O banhista está seguro até 100 metros do local da placa, para a direita e para a esquerda.

4- O que são cianobactérias e qual a importância do monitoramento destes organismos na balneabilidade?
São organismos (também chamados algas azuis) que estão presentes principalmente na água, e podem produzir substâncias tóxicas para os humanos, os animais selvagens e domésticos. O contato direto da pele em atividades de recreação pode resultar na irritação ou erupções na pele,inchaço dos lábios,irritação dos olhos e ouvidos, dor de garganta,inflamação nos seios da face e asma.

5- Quais os riscos do contato com a água classificada como imprópria?
A água classificada como imprópria, de acordo com os parâmetros analisados (coliformes fecais e Escherichia coli), pode conter os microrganismos patogênicos causadores de doenças como amebíase, giardíase, gastroenterite, febres tifóide e paratifóide, hepatite infecciosa e cólera, diarréia, doenças de pele e infecções nos olhos, ouvidos e garganta.


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