Órgão vinculado à Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável  
Fepam
    Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler - RS   




 

 





Agendamento de Atendimento

Agendamento de Atendimento

Balneabilidade 2016-17

Zoneamento Ecológico-Econômico






QUALIDADE AMBIENTAL

REGIÃO HIDROGRÁFICA DO GUAÍBA



O monitoramento de um recurso hídrico tem como objetivos gerais o acompanhamento das alterações de sua qualidade, a elaboração de previsões de comportamento, o desenvolvimento de instrumentos de gestão e fornecer subsídios para ações saneadoras.
A FEPAM - Fundação Estadual de Proteção Ambiental realiza o monitoramento da qualidade das águas através de coletas e análises de águas, e interpretando estes resultados com a Resolução Nº 357 / 05 do CONAMA - Conselho Nacional de Meio Ambiente que fixa o padrão de qualidade que deve ter a água no meio ambiente em função do uso a ela destinada.
Neste monitoramento são analisados 27 parâmetros de qualidade da água : Oxigênio Dissolvido, pH, Coliformes Fecais, DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio), DQO (Demanda Química de Oxigênio), Nitrogênio amoniacal, Nitrogênio orgânico, Fosfato Total, Fosfato orto, Turbidez, Sólidos Totais, Condutividade, Índice de fenóis, Surfactantes, Cádmio, Chumbo, Cobre, Cromo Total, Mercúrio, Níquel, Zinco, Alumínio, Ferro, Manganês Temperatura da Água, Transparência, Profundidade.
As coletas e análises de águas são realizadas pelo Departamento de Laboratório da FEPAM, e os dados são armazenados e interpretados pelo Departamento de Qualidade da FEPAM.
A Rede de Monitoramento da FEPAM, em operação hoje e que integra a Rede de Monitoramento Pró-Guaíba (Fepam, Corsan e Dmae) é composta dos seguintes pontos de amostragem:

Gravataí 05 mensal
Sinos 10 mensal
Caí 06 trimestral
Taquari-Antas 08 trimestral
Jacuí 09 trimestral


Na presente divulgação também foram utilizados outros locais de amostragem que hoje não são mais monitorados, bem como os locais cujo monitoramento foram repassados para outras entidades que fazem parte do Pró-Guaíba, como o DMAE e a CORSAN.
Neste trabalho de divulgação, foram considerados para o rio dos Sinos alguns pontos de amostragem da antiga Rede Integrada de Monitoramento (FEPAM, Corsan, Dmae e Metroplan) que operou de 1990 a junho de 1996.

Os dados obtidos em cada um dos 5 rios monitorados foram trabalhados estatisticamente e comparados com a legislação ambiental vigente, ou mais especificamente, com os limites estabelecidos na Resolução nº 357 / 05 do CONAMA.
A FEPAM divulga também os dados de qualidade das águas utilizando a metodologia de ÌNDICE DE QUALIDADE DAS ÁGUAS – IQA. É uma metodologia de fácil compreensão, voltada para o público leigo, onde a qualidade das águas é avaliada recebendo uma nota de qualidade, que varia de zero à 100. Esta metodologia de avaliação não tem força de lei, ao contrário da Resolução nº 357/ 05 do Conama.

Em abril de 2002 entrará em operação a Rede de Monitoramento da Bacia Hidrográfica do Rio Jacuí, que faz parte também da Rede de Monitoramento do Pró-Guaíba. Desta Rede participam a Fepam, Corsan e Dmae. Em breve os dados gerados pela Fepam serão divulgados neste site.

METODOLOGIA DE APRESENTAÇÃO DOS DADOS DE QUALIDADE DAS ÁGUAS SUPERFICIAIS

Dentre os parâmetros analisados no monitoramento foram selecionados os seguintes para demonstrações nos gráficos e tabelas:

Oxigênio Dissolvido
O oxigênio dissolvido na água é fundamental para manutenção da vida aquática. Quanto menor a concentração de oxigênio dissolvido, maior é a possibilidade de ocorrência de mortandade de peixes e outros seres vivos do meio aquático. Concentrações abaixo de 2,0 mg/l de oxigênio podem ocasionar mortandades de peixes. Altas concentrações de oxigênio dissolvido, além de benéficas para a vida aquática favorecem a depuração da matéria orgânica lançada nos corpos hídricos (vide DBO).

DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio)
É a quantidade de oxigênio necessária para depurar a matéria orgânica biodegradável lançada na água. Portanto, indica a presença de matéria orgânica, que pode ter origem nos esgotos cloacais ou nos efluentes industriais. Quanto maior a concentração de DBO na água haverá uma tendência de redução na concentração do oxigênio que está dissolvido na água.

Coliformes Fecais
Indicam a presença de esgotos cloacais nas áreas urbanas. Altas concentrações de coliformes fecais são acompanhadas de concentrações mais elevadas da matéria orgânica (DBO). A presença de esgotos cloacais aumenta possibilidade de contrair doenças de veiculação hídrica. Em áreas rurais pode indicar a contaminação oriunda de atividades de pecuária.

Metais Pesados
São apresentados gráficos com informações sobre os seguintes metais pesados: cádmio, chumbo, cobre, cromo total, mercúrio, níquel e zinco. Quando encontrados em áreas urbanas são indicativos da presença de efluentes industriais (metalúrgicas com galvanoplastia, indústrias químicas, curtumes, etc.). Em áreas rurais, os metais estão presentes em fungicidas e outros tipos de agrotóxicos. Podem ser encontrados também em áreas de mineração. Em alguns casos são decorrentes das características geológicas locais.

Visando informar sobre o comportamento destes parâmetros nos rios Gravataí , Caí , Sinos , Taquari-Antas e Jacuí, foram elaborados três tipos de gráficos:

a) Gráficos de Freqüência das Classes
Os Gráficos permitem a visualização da freqüência das Classes em cada um dos locais de amostragem. Parâmetros : oxigênio dissolvido, DBO (demanda bioquímica de oxigênio) e Coliformes Fecais, bem como uma visão sobre as concentrações de metais pesados (vide item c) fora dos limites estabelecidos pela Resolução Nº 357 / 05 do CONAMA.

b) Gráficos das Médias Anuais
Indicam as médias anuais em cada um dos parâmetros amostrados.
Parâmetros : oxigênio dissolvido, DBO (demanda bioquímica de oxigênio) e Coliformes Fecais,

c) Gráficos dos Metais Pesados
Apresenta os percentuais de análises fora dos padrões da Resolução Nº 357 / 05 do CONAMA. O primeiro gráfico indica análises fora da Classe 1, e o segundo gráfico mostra as análises fora da Classe 3. São considerados os metais cádmio, chumbo, cobre cromo total, mercúrio, níquel e zinco. A atual Resolução CONAMA nº 357 / 05, publicada em 18/03/2005, revoga a Resolução CONAMA nº 20/86, e nesta nova legislação os padrões de chumbo, cobre e cromo total estão agora mais restritivos.


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