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Balneabilidade 11: penúltimo boletim aponta que 86 dos 96 locais de monitoramento estão próprios para banho

Dois pontos do Litoral Norte apresentam condições impróprias

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Balneabilidade 11   Site
Os boletins são divulgados todas as sextas-feiras no site e redes sociais da Fepam - Foto: Divulgação / Fepam

A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) divulgou, nesta sexta-feira (20/02), o décimo primeiro boletim do programa Balneabilidade temporada 2025/2026.

Os resultados são referentes às coletas realizadas nos dias 16, 17, 18 e 19 de fevereiro de 2026, nos 96 pontos de monitorados em praias e balneários do Rio Grande do Sul.

Conforme os resultados do Boletim 11, são dez os pontos impróprios para banho. Em comparação ao décimo relatório, dois locais em São Lourenço do Sul e outro em Tapes deixaram a lista, enquanto Cachoeira do Sul, Cerrito, Cidreira, Pedro Osório e Tramandaí passaram a ter um ponto com condições de risco cada. Confira todos:

Pontos impróprios para banho - Boletim 11 (Município — Balneário/Praia)

1 - Cachoeira do Sul — Praia Nova - Rio Jacuí
2 - Cerrito — Balneário Cerrito - Rio Piratini
3 - Cidreira — Cidreira - Concha Acústica
4 - Osório — Lagoa do Peixoto
5 - Pedro Osório — Balneário Pedro Osório - Rio Piratini
6 - Pelotas — Santo Antônio
7 - Piratini — Balneário Municipal Klérfim Cardoso - Rio Piratini
8 - Santa Maria — Balneário Passo do Verde - Rio Vacacaí
9 - Tapes — Praia do U
10 - Tramandaí — Tramandaí - Avenida da Igreja

Confira o boletim completo aqui.

Dentre os pontos impróprios, a Lagoa do Peixoto apresentou alto índice de cianobactérias (344.774 células/ml — o limite é 50.000), o que indica condições de eutrofização (excesso de nutrientes). Além do local estar impróprio para banho, os gêneros predominantes de microrganismos (Raphidiopsis sp. e Aphanocapsa sp.) são potenciais produtores de toxinas, e a exposição a essa água pode levar a intoxicações agudas ou crônicas.

O Programa

O Balneabilidade, que determina se um local está próprio ou impróprio para banho, é executado pela Fepam, com o apoio da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e do Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep) — que, além de coletar as águas dos balneários pelotenses, também realiza vistorias posteriores, nas sextas-feiras pela manhã, a fim de que os relatórios estejam o mais atualizados possível.

O programa monitora 96 pontos de praias e balneários de 45 municípios do Estado do RS. Este ano, passaram a receber coleta e análise a Lagoa Rondinha, no município de Balneário Pinhal; o Parque Náutico, em Capão da Canoa; e o Balneário Klérfim Cardoso, na cidade de Piratini.

A divulgação dos resultados acontece sempre às sextas-feiras, no site e nas redes sociais da Fepam, nas placas fixadas em praias e balneários nos locais de divulgação e no webaplicativo do Balneabilidade. Os boletins serão divulgados até 27 de fevereiro.

O projeto é realizado anualmente pela Fepam desde 1979, integrando a Operação Verão Total, desenvolvida pelo governo do Estado do RS.

Classificação das Águas

Para a classificação das águas como próprias ou impróprias para banho, utilizam-se parâmetros de Escherichia coli (E.coli), observando os critérios definidos pelas resoluções Conama nº 274/2000 e nº 357/2005.

Nos balneários de Pelotas; Tapes; na Lagoa do Peixoto, em Osório; na Praia da Barrinha, em São Lourenço do Sul; na Praia da Picada, em Barra do Ribeiro; e em Arambaré também são consideradas as cianobactérias.

Como é feita a análise

O resultado de cada boletim está condicionado a cinco semanas anteriores de monitoramento. Se, ao longo desse período, duas ou mais amostras do conjunto apresentarem resultado superior a 800 para E.coli ou, ainda, se a amostra mais recente das cinco avaliadas apresentar resultado maior que 2.000 para E.coli, o ponto será classificado como impróprio. O mesmo ocorre se a contagem de cianobactérias extrapolar 50.000 células.

Recomendações aos banhistas

  • Entre na água apenas em local com condição própria para o banho;
  • Evite tomar banho em época chuvosa, nas primeiras 24 horas após chuvas intensas, em períodos de cheia dos rios ou em canais pluviais, saídas de córregos ou rios que afluem nas praias, pois as águas podem estar contaminadas por esgotos domésticos;
  • Não tome banho em locais com concentração de algas, pois podem conter toxinas prejudiciais à saúde;
  • Atenção especial com crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade.
FEPAM - Fundação Estadual de Proteção Ambiental